Nhongo diz que ataques com dois mortos mostram que Junta Militar continua forte


Mariano Nhongo diz que ataque com dois mortos em Muanza mostra que o grupo dissidente da RENAMO "ainda existe". Líder da autoproclamada "Junta Militar" diz que ataque foi realizado por pessoas que apoiam o movimento.

O líder da autoproclamada "Junta Militar" da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Mariano Nhongo, disse ontem sexta-feira (24.09) que o ataque de duas semanas atrás a Muanza, que matou duas pessoas, mostra que o movimento dissidente continua ativo.

 "Passaram quatro a cinco meses" desde que "a Frente de Libertação de Moçambique [FRELIMO, partido no poder], assim como Ossufo [Momade, presidente da RENAMO] cantavam que já não há mais 'Junta Militar'", afirmou. "Então, nós tínhamos de desmentir" e mostrar "que ainda existe", referiu numa conversa telefónica de parte incerta com jornalistas na cidade da Beira.

Questionado sobre se tal é uma aceitação implícita da autoria do ataque, Nhongo referiu que os autores "não são da Junta Militar", mas "podem ser pessoas que querem ajudar" o movimento dissidente, atuando a título "particular".

 "Se alguém não é amado, o descontentamento enche. Fica muito descontentamento, cada qual fala e faz o que quer", acrescentou.

Exigências mantidas segundo o General Mariano Nhongo, mantêm-se as exigências para o Governo "aceitar o que a Junta Militar quer", caso contrário, "pessoas em particular podem fazer aquilo", ou seja, os ataques contra civis.

Os assaltantes estavam munidos de armas de fogo e catanas e apoderaram-se de alimentos e outros bens.

A polícia atribuiu a autoria do ataque à "Junta Militar", anunciando uma perseguição para captura dos seus elementos.

 O grupo discorda dos termos do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) decorrente do acordo de paz assinado em agosto de 2019 entre a RENAMO e o Governo.
Aos antigos guerrilheiros, agora dissidentes do maior partido da oposição, é desde então atribuída a autoria de vários ataques armados contra alvos civis e das Forças de Defesa e Segurança (FDS), matando cerca de 30 pessoas.

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