Foi um dia como hoje em que Afonso Dhlakama escapou um ataque armado da FRELIMO em Manica 2015


Este ataque ocorreu na Estrada Nacional 6 (EN6) em Zimpinga, distrito de Gondola, quando a comitiva da RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana) seguia para Nampula, segundo o presidente do partido Afonso Dhlakama, que falava no local do incidente.
Dhlakama mencionou que três dos seus guardas foram feridos, mas o jornalista da Lusa que se dirigiu para o local observou pelo menos nove mortos, entre os quais dois homens com uniformes da RENAMO.

Este foi o segundo incidente em menos de duas semanas que envolveu o líder da RENAMO, depois de no passado dia 12 de setembro de 2015, a comitiva de Dhlakama ter sido atacada perto do Chimoio, também na província de Manica.
À semelhança do anterior ataque, Afonso Dhlakama voltou a imputar responsabilidades à FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), partido no poder, e às forças de defesa e segurança.

A FRELIMO acusou por sua vez a RENAMO de simular a emboscada, enquanto a polícia negou o seu envolvimento, acrescentando que estava a investigar.
Moçambique viveu sob o espetro de uma nova guerra, devido às ameaças da RENAMO que tencionava governar pela força nas seis províncias do centro e norte do país onde o movimento reivindicava vitória nas eleições gerais de 15 de outubro de 2014.

Afonso Dhlakama cortou o diálogo de longo-prazo com o Governo, ao mesmo tempo que anunciava a instalação de novas unidades militares do seu partido e a criação de uma polícia própria.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, dirigia repetidos convites para se encontrar com Dhlakama, que condicionou a reunião a uma agenda concreta e ao cumprimento integral dos acordos de paz já existentes.

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