FRELIMO como Partido Político não tem 50 anos de existência, é uma pura mentira


Quando aceitamos que não conhecemos a verdade e vamos atrás dela para conhecer, com certeza conheceremos a verdade e ela nos libertará.

A FRELIMO como Partido Político dizem que tem 50 anos de existência, mas é verdade mesmo que tem 50 anos de existência? A resposta é não, porque esta FRELIMO um dia foi de todos nós, foi uma Frente de Libertação do País e que tinha três Movimentos e estes movimentos tinham um único objetivo, o objetivo era de derrotar o Colonialismo português, mas hoje em dia a história que aprendemos na Escola é de elevação dos feitos do Eduardo Mondlane em como se o Mondlane fosse o único que apareceu naquele momento enquanto nós tivemos grandes homens, grandes nomes que se destacavam naquele tempo mas porque esses nomes não elevavam aquilo que são os feitos da FRELIMO, foram apagados na história moçambicana. Fazer lembrar que tivemos as figuras como a Joana Simião, Urias Simango, etc. Eles desapareceram na história porque tinham uma visão diferente e o Afonso Dhlakama foi uma das sementes que escapou de um grupo que se pretendia eliminar desde do início.
Dia 03 de Maio falasse da Obra e os feitos de Afonso Macacho Marceta Dhlakama, que não teve uma juventude tranquila por causa da luta abnegado por um Moçambique democrático. Isso foi complicado para a sua família que sentia saudades dele.

Sabemos também que a FRELIMO é dos anos 62 e o Afonso Dhlakama só tinha 09 anos de idade e em 1973 o Afonso Dhlakama fazia 20 anos de idade. Ele cresceu dentro deste ambiente todo e ouvindo os mais velhos a contarem a verdadeira história de Moçambique, o Presidente Afonso Dhlakama não apareceu do nada, a história pode não citar aqueles que contavam história para ele mas o jovem Dhlakama bebeu uma boa história é por isso que não duvidou se filiar a um grupo revolucionário para a expulsão do colonialismo português. 

FRELIMO carregou ideais de alguns movimentos e esses movimentos chamavam-se UMANO UDENAMO UNAMO como organizações que fundiram-se para fundar a FRELIMO mas com um objetivo de uma vez expulso o Colonialismo, vamos as eleições para o Povo ter o direito de escolher aquele que quer que lhe dirija.
A FRELIMO se julga que trouxe a independência enquanto é uma pura mentira, ganhamos a independência graças a 25 de Abril em Portugal que derrotou o regime ditatorial do Portugal, que alimentava as guerras nos países colonizados. Em 1974 o ano que MOÇAMBIQUE ganhou a independência, na verdade não ganhamos por termos grande braço armado, mas sim porque houve entendimento em Portugal. A FRELIMO leva isso como se fosse ele a derrotar os portugueses, coisas de vergonha.

Depois de termos ganho a independência, os três movimentos queriam que se concretizasse a ideia das eleições, mas os camaradas não aceitaram.
 Em 1969 depois da morte de Eduardo Mondlane, houve também desentendimento dentro da FRELIMO, porque os estatutos da FRELIMO preconizavam que, com a morte do seu Presidente, o vice tinha que ser o Presidente e o vice era o Urias Simango, mas não podia ser Presidente, por questões de etnia, porque os do Sul queriam que o Presidente da FRELIMO fosse nascido na Província de Gaza ou Inhambane.

Essas são histórias do nosso país e em nenhum momento podemos descartar o Pai da Democracia Afonso Dhlakama.
Dhlakama cresceu assistindo tudo isso, mas alguns de nós não valorizam os seus ideais.
Depois da proclamação da independência, a FRELIMO criou campos de reeducação, de exclusão social, as mulheres que não tivessem maridos, eram levados ao castigo e abuso sexual porque na verdade este partido não tinha pensamento nacionalista como defendiam aqueles que foram sacrificados, como por exemplo: Afonso Dhlakama.
Eles aprovaram um decreto lei de perseguição daqueles que apoiassem a ideia das eleições, e no ano 1977 tivemos o abate dos Urias Simango, Joana Simião, Lázaro Cavandame, o Padre Mangels numa cova onde queimaram-lhes vivos mas até hoje ninguém foi mostrado a tal cova, mas o facto é que desapareceram.

A RENAMO continuou a intensificar ataques em todo território nacional até que obrigou a FRELIMO a ir no país vizinho,  África do Sul para pedir uma assinatura de não agressão e boa vizinhança em 1984, isso mostrava que o Samora Machel havia rendido com a RENAMO. Na África do Sul havia um Regime que apoiava a RENAMO no fornecimento de material bélico. África do Sul acabou aceitando assinar o Acordo de Inkomate, mas na verdade o acordo não foi cumprido porque depois houve um ataque na Matola, onde morreu muita gente.  E mostrou-se que o acordo nada serviu.

É onde Presidente Afonso Dhlakama se disponibiliza em terminar com a Guerra civil, começou as negociações e culminou com assinatura do Acordo Geral da Paz em Roma no ano 1992.
Como de costume a FRELIMO violou o acordo e houve uma revolução armada em 2012 que depois Afonso Dhlakama também sentiu pena do povo moçambicano e falou com o Armando Guebuza, na altura era Presidente da República de Moçambique, para que se assinasse acordo de sessação das hostilidades militares.

O que Afonso Dhlakama fez, nos deu uma aula para nós continuarmos com as suas obras. Não podemos ficar felizes quando depararmos crianças desnutridas, jovens desempregados, estradas esburacadas, hospitais públicos sem medicamentos, energia elétrica que não chega para todos e a população sem água potável.
A luta dos nossos heróis deve trazer uma reflexão profunda, será que nós estamos a conseguir usufruir tudo o que eles lutaram por nós? Se não, a luta continua...

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